Público transitório
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galera de sampa no agito coletivista, acionista, ativista e autonomista
Sabado, 24 de novembro, saindo do Cafe Floresta, as 10h00 da manha, Av Ipiranga, 200, SP. foto-caminhada com Erik Goengrich
On Saturday, November 24, 2007 artist Erik Goengrich invites you for a Foto-Walk in the Passages of Downtown Sao Paulo.
The meeting point will be
in front of “cafe floresta”
in Copan (Av.Ipiranga 200)
at 10am
The walk will last around two hours.
The map and fotos here should give an impression of the walk.
To contact Erik send an e-mail to goengrich at gmx dot net
Entao, Rubens, nao sei se entendi direito oq eu sera arte em circulação. O que eu poderia fazer ?
Janete El Houli – 05/11/2007
bom, ainda estamos elaborando, ajustando, assimilando, tentando achar pontos de convergências para afinara proposta que foi aprovada pela Caixa, para a realização e uma mostra de arte, em Curitiba.
O ponto central da questão é contar uma história que está acontecendo. Na verdade, são as questões da arte nos últimos 10 anos, particularmente a que se refere à associações de artistas que tomaram as rédeas de seus próprios discursos artísticos/combativos e foram para as ruas fazer seus trabalhos, ou se juntaram em casas, galpões, transformando-os em espaços de arte; pessoas que se reuniram para ler sobre temas que lhes interessavam como microfísica do poder, sociedade do espetáculo, deleuze, Hakin Bey, sem esperar que a academia lhes desse tal bibliografia; gente que começou a escrever depois disso sobre tais acontecimentos, sobre arte, etc. Enfim, associações em rede. Internet, inclusive.
O resultado disso foi uma maior elasticidade no meio da arte, experimentações, transbordamentos, à volta de questões como autoria, duração da obra, participação pública e, até, o que pode ser considerado arte ou não. Mais, o que é uma obra de arte pública. E se isso faz diferença para a ação de intervenção publica.
O que se deeprende daí, principalmente da questão do tempo, está ligado, além da teatralidade que já tinha sido uma questão nos anos 60/70 com o neoconcretismo, ou com a arte conceitual, a questão da música, ou do som, que é tempo, por definição. As paisagens sonoras e as esculturas sonoras são dados importantíssimos a se considerar aí. Ou seja, as hibridizações, além das experimentações.
O que nós vamos oferecer lá em Curtiba é um espaço de fala para os artistas. Uma mostra documental com o registro de fotos, vídeos, catálogos que poderão ser xerocados para o público poder se inteirar dos acontecimentos. E um equipamento disponível de áudio e vídeo para experimentações. Coisas acontecendo e se renovando durante, pelo menos, os 15 primeiros dias do evento. Para isso, eu gostaria de colocar artistas de diferentes caminhos para se encontrarem e realizarem coisas lá na galeria.
Mas não é só a galeria. Uma vez que a maioria dos artistas têm trabalho na rua, porque não potencializar essa dimensão?
Isso tudo espero ir discutindo com todos vocês, apostando que o formato do trabalho vai se realizando desde já. Estamos com um blog, que eu ainda não postei lá por falta de tempo, mas logo quero amplificar nossos debates (depois te mando o link, se a margit já não te passou). E se surgirem afinidades – que eu certamente tentarei criar – vamos colocar essas pessoas para estar lá, nas mesmas datas.
A sua presença eu acho importante não porque vc tenha participado desses coletivos, mas porque você tem um arsenal pesado de enunciados estéticos para compor com as pessoas que participarão do projeto, ampliando e contaminando processos.
De cara, penso em você junto à Fabi e o Romano, meio que abrindo o espírito do lugar. Rádio, histórias e paisagens sonoras: computadores, amplificadores, caixas de som. Grito, berro, silêncio. Que sentido isso terá? Vamos sentir. E talvez não seja com eles, ou sejas com eles e outros. Dia do nada, Basbaum, Marssares, Ducha, Orquestra Organismo, Bijari… uma turma da boa. Dá um toque no Valquir, nós tínhamos umas idéias sobre o dia do nada que podem funcionar tendo alguma estrutura para realizar…
Bem, tudo se transformará em uma publicação que vai servir para dar uma orientação de pesquisa a quem quiser saber o que foi que uma geração fez nos anos 2000 até agora. Ou melhor, para nós mesmos entender o mapa onde estamos pisando.
E eu vejo as mudanças acontecerem institucionalmente. Os editais de arte, hoje, praticamente todos, querem a participação de coletivos e coletivizações. Hoje, somos consultados, contemplados nos editais. A nova geração já vai se ligando rapidinhbo nesses esquemas. E é preciso firmar a idéia para que isso não se torne somente uma modinha e algum tapinha nas costas de consolo pelo trabalho realizado. E novamente tudo voltar aos domínios da anestesia.
No momento, eu acho que esse leque de questões pode orientar algum caminho a seguir.
Vem com a gente?
Um abraço
rubens
pileggisa@gmail.com 06/11/2007

“existem postes que já nascem Póstumos”
vitoriamario
Não tentei arruinar o sentido da sentença, tampouco o da metáfora: pelo contrário, tentei torná-los mais fortes. Atacar o sentido rebelando-se contra a sentença não significa que a mesma seja destruída. Pelo contrário, ela é preservada porque um caminho para o outro sentido foi aberto. Tudo isso me parece como se eu tivesse sido confrontado por dois discursos opostos igualmente persuasivos. Isso resulta na impossibilidade de privilegiar um em detrimento do outro, o que, por sua vez adia constantemente o controle do sentido sobre a sentença. Talvez o impensável seja pura e simplesmente a suspensão mútua de dois pensamentos opostos e definitivos.