janete/rubens

Entao, Rubens, nao sei se entendi direito oq eu sera arte em circulação. O que eu poderia fazer ?

Janete El Houli – 05/11/2007

bom, ainda estamos elaborando, ajustando, assimilando, tentando achar pontos de convergências para afinara proposta que foi aprovada pela Caixa, para a realização e uma mostra de arte, em Curitiba.
O ponto central da questão é contar uma história que está acontecendo. Na verdade, são as questões da arte nos últimos 10 anos, particularmente a que se refere à associações de artistas que tomaram as rédeas de seus próprios discursos artísticos/combativos e foram para as ruas fazer seus trabalhos, ou se juntaram em casas, galpões, transformando-os em espaços de arte; pessoas que se reuniram para ler sobre temas que lhes interessavam como microfísica do poder, sociedade do espetáculo, deleuze, Hakin Bey, sem esperar que a academia lhes desse tal bibliografia; gente que começou a escrever depois disso sobre tais acontecimentos, sobre arte, etc. Enfim, associações em rede. Internet, inclusive.
O resultado disso foi uma maior elasticidade no meio da arte, experimentações, transbordamentos, à volta de questões como autoria, duração da obra, participação pública e, até, o que pode ser considerado arte ou não. Mais, o que é uma obra de arte pública. E se isso faz diferença para a ação de intervenção publica.
O que se deeprende daí, principalmente da questão do tempo, está ligado, além da teatralidade que já tinha sido uma questão nos anos 60/70 com o neoconcretismo, ou com a arte conceitual, a questão da música, ou do som, que é tempo, por definição. As paisagens sonoras e as esculturas sonoras são dados importantíssimos a se considerar aí. Ou seja, as hibridizações, além das experimentações.
O que nós vamos oferecer lá em Curtiba é um espaço de fala para os artistas. Uma mostra documental com o registro de fotos, vídeos, catálogos que poderão ser xerocados para o público poder se inteirar dos acontecimentos. E um equipamento disponível de áudio e vídeo para experimentações. Coisas acontecendo e se renovando durante, pelo menos, os 15 primeiros dias do evento. Para isso, eu gostaria de colocar artistas de diferentes caminhos para se encontrarem e realizarem coisas lá na galeria.
Mas não é só a galeria. Uma vez que a maioria dos artistas têm trabalho na rua, porque não potencializar essa dimensão?
Isso tudo espero ir discutindo com todos vocês, apostando que o formato do trabalho vai se realizando desde já. Estamos com um blog, que eu ainda não postei lá por falta de tempo, mas logo quero amplificar nossos debates (depois te mando o link, se a margit já não te passou). E se surgirem afinidades – que eu certamente tentarei criar – vamos colocar essas pessoas para estar lá, nas mesmas datas.
A sua presença eu acho importante não porque vc tenha participado desses coletivos, mas porque você tem um arsenal pesado de enunciados estéticos para compor com as pessoas que participarão do projeto, ampliando e contaminando processos.
De cara, penso em você junto à Fabi e o Romano, meio que abrindo o espírito do lugar. Rádio, histórias e paisagens sonoras: computadores, amplificadores, caixas de som. Grito, berro, silêncio. Que sentido isso terá?  Vamos sentir. E talvez não seja com eles, ou sejas com eles e outros. Dia do nada, Basbaum, Marssares, Ducha, Orquestra Organismo, Bijari… uma turma da boa. Dá um toque no Valquir, nós tínhamos umas idéias sobre o dia do nada que podem funcionar tendo alguma estrutura para realizar…
Bem, tudo se transformará em uma publicação que vai servir para dar uma orientação de pesquisa a quem quiser saber o que foi que uma geração fez nos anos 2000 até agora. Ou melhor, para nós mesmos entender o mapa onde estamos pisando.
E eu vejo as mudanças acontecerem institucionalmente. Os editais de arte, hoje, praticamente todos, querem a participação de coletivos e coletivizações. Hoje, somos consultados, contemplados nos editais. A nova geração já vai se ligando rapidinhbo nesses esquemas. E é preciso firmar a idéia para que isso não se torne somente uma modinha e algum tapinha nas costas de consolo pelo trabalho realizado. E novamente tudo voltar aos domínios da anestesia.
No momento, eu acho que esse leque de questões pode orientar algum caminho a seguir.
Vem com a gente?
Um abraço
rubens

pileggisa@gmail.com 06/11/2007

 

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